Paróquia Santa Rita de Cássia - Campo Grande-MS.

OS SÍMBOLOS DO NATAL

O Natal é uma festa cristã, e os seus símbolos, entre eles especialmente o presépio e a árvore enfeitada com presentes, constituem importantes referências para o grande mistério da Encarnação e do Nascimento de Jesus, que a liturgia do tempo do Advento e do Natal evoca constantemente.

Conheça os símbolos do Natal:

 Árvore de Natal

No mundo, milhões de famílias celebram o Natal ao redor de uma árvore. A árvore, símbolo da vida, é uma tradição muito antiga que segue a história da Humanidade. Descrições de florescimentos de árvores no dia do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo levaram os cristãos da antiga Europa a ornamentar suas casas com pinheiros no dia do Natal, única árvore que na neve permanece verde. A “Árvore de Natal” representa agradecimento pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

 A estrela

A estrela esteve sempre ligada como “bússolas naturais” das pessoas. Hoje os aparelhos de navegação evoluíram de tal forma que as estrelas se tornaram apenas ornamentos no céu. Durante milhares de anos eram elas as responsáveis em guiar os navegadores pelos mares e os viajantes pelos desertos. Eram elas que indicavam a direção, o sentido, o porto seguro. A estrela guiou os três reis magros Baltazar, Gaspar, Melchior. Jesus Cristo é a Estrela Guia da humanidade. Ele é o caminho, o Sentido, a Verdade e a Vida.

 Os reis magos

“Eis que uns magos chegaram do Oriente a Jerusalém perguntando: ‘onde está o rei dos Judeus, que acaba de nascer?… viemos adorá-lo, ‘… Eis que a estrela que tinham visto no Oriente, ia-lhes à frente até parar sobre o lugar onde estava o menino… e o adoraram. Abriram seus cofres e lhe ofereceram ouro, incenso e mirra” (Mt 2,1-12). Não eram reis e sim sábios, estudiosos. Esta narração, enriquecida posteriormente com aspectos lendários, como o nome dos três (Melchior, Gaspar e Baltazar), traz duas grandes mensagens teológicas:

- Cristo não veio apenas para os Judeus, mas para redimir toda a humanidade.

- A segunda grande mensagem está relacionada aos presentes oferecidos pelos magos: ouro, incenso e mirra. O evangelista Mateus expressa por esses símbolos a fé vivenciada pelos primeiros cristãos: Cristo é Rei dos Reis (daí o ouro), é filho Deus (o incenso) encarnado (a mirra).

 Pinheiro

É a única árvore que não perde suas folhas durante o ano todo. Permanece sempre viva e verde. Árvore verde também trás a esperança, a alegria e a vida nova .

O verde constante do pinheiro, a vida permanente e plena que Jesus Cristo aparece.

 Os presentes

Existem muitas origens para este símbolo. Uma delas conta que São Nicolau, um anônimo benfeitor, presenteava as pessoas no período natalino. Outra tradição mais antiga lembra os três reis magos que presentearam Jesus. O dia e o motivo de dar e receber presentes varia de país para país. Os romanos, há mais de 1500 anos, tinham o costume de enviar presentes aos amigos no início do ano novo. Tal hábito coincidia aos festejos ao deus Janus. Esta festa complementava a festa do sol (25 de dezembro). Com o crescimento do cristianismo essas festas foram ganhando sentido cristão: Cristo é o Sol que ilumina o caminho dos homens; Ele é o Senhor da História; é o grande presente de Deus à humanidade. Dar presente é uma maneira muito palpável de demonstrar a solidariedade e bondade humana em dar sem interesse de receber. É vivenciar de maneira simples e ínfima a imensa e infinita bondade de Deus.

 A vela

Por milhares de anos, até a descoberta da energia elétrica há 100 anos, a vela, a lamparina ou lampião a óleo, as tochas foram as fontes de luz nas trevas noturnas. A minúscula chama afugentava as trevas, a escuridão dando segurança e calor. Por isso na antiguidade alguns povos chegaram a cultuar o fogo como divindade. Jesus Cristo é a luz que ilumina nosso caminho: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12). E “vós sois a luz do mundo… não se acende uma candeia para se pôr debaixo de uma vasilha, mas num candelabro para que ilumine todos os da casa. É assim que deve brilha vossa luz” (MT 5,14-16).

 Pe. Augusto Barros